NOSSA PARÓQUIA

PÁROCO: PADRE MANOEL VALDERY DA ROCHA 

ADMINISTRADOR PAROQUIAL SEDE PLENA: PADRE TOMÉ DA SILVA

PARÓQUIA SÃO FRANCISCO DE ASSIS, CRUZ-CE

HISTÓRIA

Na então Vila de Cruz, no ano de 1943, por iniciativa do Pe. Jose Inácio Mendes Parente sonhou-se com a criação da Paróquia de São Francisco da Cruz, que teve como seu maior entusiasta, Celso Araújo, que juntamente com vários outros ilustres da época,  tomou frente da empreitada, que de certo, não seria, como não foi fácil.

No ano de 1950, o sonho de ver elevada a Capela de São Francisco a categoria de paróquia foi retomado por um grupo formado pelos cidadãos Francisco Pereira de Sousa, Miguel Albano da Silveira e Raimundo Costa Sousa, que tiveram apenas a preocupação de captar o depósito que a Diocese de Sobral estabelecia como cota, no valor de cem contos de réis, que deveria ser convertido em patrimônio para a futura paróquia. Todavia, a situação de pobreza da comunidade era grande, que se retratava em um lugarejo com poucas casas, com um mercado público com comércio quase inexistente. A quantia se tornava ainda se tornaria mais vultosa por conta da grande seca que sobreveio no seguinte ano de 1951.

Afora isso, ainda tinha a comunidade de Caiçara, que àquela época, era bem mais “estruturada” do que Cruz, e formalizou uma comissão que pressionava o então Bispo, de saudosa memória, D. José Tupinambá da Frota, para a criação da paróquia com sede em seu território.

Cogitou-se também, no ano de 1956, por ocasião da celebração do Jubileu de Prata Sacerdotal do Pe. Sabino de Lima Feijão, o intento de elevar a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Acaraú em uma nova sede episcopal, assim, era condição primeira, a criação na região de um maior número de paróquias, o que tornou mais próximo o sonho de ver Cruz elevado a categoria de matriz.

Com as duas comunidades, Cruz e Caiçara, disputando a elevação, D. José, designou um jovem, que já naquela época, se destacava por seu espírito de liderança e disposição empreendedora nas atividades que executava como seminarista menor. José Edson Magalhães era a pessoa, que o velho Bispo encarregara da função de estudos e dinamização dos trabalhos pró-paróquia de Caiçara. Com a de Cruz, a função ficou com Pe. Sabino.

O então vigário de Acaraú, Pe. Sabino, vendo as dificuldades que o jovem seminarista, José Edson Magalhães encontraria em seu mister, principalmente no deslocamento, á época, a distante Caiçara, trabalho que de certo exigiria constante acompanhamento, sugeriu-lhe a troca das funções delegadas. No que prontamente foi aceito pelo menorista.

Sabia-se que a elevação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Acaraú, à sede de diocese, era um sonho mais que distante, um quase devaneio do velho Monsenhor Sabino. O que estava mais próximo de ser realizado na verdade, era a criação de uma nova paróquia na Matriz de Acaraú, mesmo diante das negativas de D. Jose Tupinabá, que apontava entre outros empecilhos, a falta de padres. Entretanto, agora a situação mudara, o ano era o de 1958, ano em que o jovem seminarista, aquele que funcionou como articulador pró-paróquia acabara de ser ordenado no dia 19 de janeiro, de sorte, que ventos agora sopravam com mais força as velas do projeto de criação da paróquia de Cruz.

Era sabido que o pai do neo presbítero, Joaquim Magalhães, gozava de prestígio junto a Cúria Diocesana, tanto, que sua influência, ainda que não diretamente, pesou de sobremaneira na decisão de D. José Tupinabá, quando da criação da Paróquia de Cruz em detrimento a de Caiçara, já que era condição primeira para a elevação de uma das capelas, a disponibilidade de um padre que quisesse assumir e residir em tão pobres e ermas vilas, e, claro, que Joaquim Magalhães atuaria, como atuou, usando até mesmo como contrapartida os fortes laços de amizade que existia de muitas décadas entre seu avô Coelho de Albuquerque e D. José, para que seu filho ficasse em Cruz, próximo dos seus.

E essa foi a argumentação que os membros da comissão pró-paróquia de Cruz expuseram quando sugeriram o nome do Pe. José Edson Magalhães, para assumir a paróquia a ser criada.

É fato, que Joaquim Magalhães foi peça preponderante no convencimento do Bispo, motivando Miguel Albano e outras personalidades nesse intento. Isso se pode ser facilmente comprovado com o relato de pessoas desta nossa cidade de Cruz que foram contemporâneos desses acontecimentos e, que contam com riquezas de detalhes todo o histórico do movimento de criação de nossa Paróquia. Dentre alguns, mesmo marcados pelo peso dos anos, ainda gozando de prodigiosa memória – verdadeiros arquivos vivos que não se furtam de uma boa conversa sobre o assunto, onde eles versam pelos anais de nossa história, nos levando ao passado – repito - com tanta riqueza de detalhes, que é como se fossemos transportados para o cenário dos acontecimentos e quase que, estivéssemos lá através de suas narrativas.

Destes, podemos citar: Valci Costa, Osmundo Lopes, Isa Muniz, Iracema Vasconcelos, Dalvina Muniz, Edílson Fabião, entre outros.

Finalmente então, após quase duas décadas, no dia 17 de março do ano 1958, D. Jose Tupinambá da Frota, assinava a portaria de elevação da Capela de São Francisco da Cruz a dignidade de Paróquia.

Os fatos que se seguiram a este ato, foram os mais profícuos  de nossa história recente, que de uma maneira profunda, mudaram a vida social, religiosa e cultural de Cruz, ato contínuo da benção dos dois paroquiatos que tivemos – Pe José Edson Magalhães e Pe. Manoel Valdery da Rocha, este ainda em vigência, e, com a certeza da providencia divina, muitos anos ainda há de durar.

Monsenhor Edson

Monsenhor Sabino

Cônego Valdery

SOBRE NÓS

Somos uma paróquia com atividades espirituais e sociais, sempre clamando a Deus por um novo pentecostes e ouvindo o grito dos excluídos.

LOCALIZAÇÃO

(88) 9 9747 7581

Rua Antônio Muniz

Cruz/CE - CEP 62595 - 000

 

pascompsf2019@gmail.com

CONECTE-SE
  • Grey Facebook Icon
  • Grey Instagram Icon

© 2020 Paróquia São Francisco de Assis, Cruz  - Ceará , Pastoral da Comunicação .